QUANDO UMA COISA PARECE OUTRA

5 de dezembro de 2013

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Esses dias estava buscando referências audiovisuais e resolvi ver alguns videoclipes. Sempre fui fã desse tipo de obra, muito por gostar de música, muito por ter sido adolescente nos anos 90, década áurea da MTV.

Plush - Stone Temple Pilots

Mas também por ser um poço de boas referências e diretores promissores. Sempre que falo nisso lembro de Spike Jonze, um mestre do clipe que teve vida próspera na 7ª arte, com um estilo belíssimo de direção. Seu novo longa (Her) estreia em janeiro nos cinemas.

Pois se o videoclipe era perfeito pra ousar, testar e acima de tudo contar boas histórias, acabou ficando refém do próprio estilo: câmera na mão, takes (muito) curtos (daí o termo clipe, de clipagem), efeitos visuais, inserts gráficos, etc. Tanto que, nessa minha busca por referências, me lembrei do clipe de Glósóli, da banda islandesa Sigur Rós, onde a câmera predominantemente parada com enquadramentos mais abertos só observa. Somado aos cortes mais longos, o diretor consegue a emoção profunda que o roteiro da história pede. Videoarte sem cara de videoarte. Muito bom!

Ps.: Me dei o trabalho de contar o número de takes: são apenas 101, o que dá um tempo de 3,72 segundos para cada corte. Pra termos ideia, muitos takes de clipes clássicos não possuem nem 1 segundo.

 

Confira I’m Here, um média-metragem de Spike Jonze que vale muito os seus 30 minutos:

Este texto é uma contribuição do Seveniano Juliano Tejada, Diretor de Criação.

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