O segredo do sucesso

26 de outubro de 2012

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Auditório palestra Android

Ontem levei meus alunos do curso de Publicidade e Propaganda da Uniasselvi/Assevim (Brusque) à palestra do analista de sistemas da Senior e porta-voz da comunidade Android Brasil, Santhyago Gallao, evento que aconteceu dentro da Semana de Comunicação do Curso de Sistemas da Informação. O tema do encontro foi “Desenvolvendo para o Android – apenas um número é importante”.

Imaginei que o assunto seria interessante pela importância que o mobile vem tomando na publicidade e a vertiginosa relevância que tomará nos próximos anos. Mas, na verdade, além disso, o encontro acabou se tornando um prato cheio para um debate enriquecedor em sala: por que – por mais que evoluam e entreguem bons produtos – algumas marcas não conseguem atingir o patamar de desejo de outras?

Explico: o palestrante, além de ser um desenvolvedor para a plataforma Android, é um aficionado pelo sistema do Google. Com certeza existem aos milhares, mas realmente eu confesso: é o primeiro fã de Android que eu conheço. Isso com certeza quer dizer alguma coisa. Marcas podem até ser boas, mas despertar paixões e seguidores (de carne e osso, não no twitter, ok?) – como a Apple faz e têm – é muito mais embaixo.

E eu posso falar do assunto com isenção, pois nunca fui um fan boy da marca do falecido Steve Jobs. Tenho um iphone(4), um ipod bem velhinho, e só. Nem iMac eu tenho. Uso um PC.

Voltando ao assunto, o que me veio na cabeça e gerou o debate com os alunos foi um assunto que falamos muito em sala e na agência também: a importância que a propaganda tem na construção das marcas. E essa construção geralmente passa não pelo quê essa marca entrega enquanto produto. E sim, qual sensação ela entrega enquanto marca – os benefícios emocionais. Eu posso comprar um Hyundai com todos os opcionais de uma BMW, e que custa 50 mil menos. Posso, mas não quero! Isso é lealdade a uma marca com valor emocional, o que faz com que as pessoas desejem seus produtos, não importando os argumentos lógico-racionais da concorrência.

Uma marca só consegue isso com o tempo. Uma obra lenta e permanente construída por muitas mãos, incluindo os publicitários e suas agências. Tem também a parte do cliente, da essência do produto, sua alma, mas aí eu prefiro deixá-los com a excelente teoria desenvolvida por Simon Sinek, em uma palestra no TED. Não por acaso, ela tem o mesmo princípio da Abordagem Emocional usada pela propaganda na construção de grandes marcas.

Este texto é uma contribuição do Seveniano Juliano Tejada, Diretor de Criação.
Comentários
  • Carla Mager

    Bah, Juliano, muito bacana o vídeo do Golden Circle e a reflexão sobre o desafio das marcas em conseguir emocionar. Me fez lembrar da Harley Davidson, que oferece muito mais do que motos. Provoca emoção e lealdade. Emociona tanto que é a marca mais tatuada do mundo. Valeu pela leitura!

  • Acho que o jovem Santhyago usa sua palestra para fazer comparações entre o Android e o IOS (dando uma puxada para o lado do robozinho verde). Uso um smartphone Android, mas tenho um grande apreço pela Apple, tanto que também faço uso de alguns de seus produtos.
    Achei desnecessárias algumas comparações entre os dois sistemas operacionais.

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