O PROPÓSITO

26 de fevereiro de 2014

por
Diretor de Criação na Seven Comunicação Total

Acabei de ler a biografia Steve Jobs por Walter Isaacson (Cia das Letras)Lógico que ler a história do jovem hippie que revolucionou o mundo com o Macintosh em 1984 (e assim o fez tantas outras vezes depois) seria inspirador. Mas, acima de tudo, a história conforta. Explico:

Jobs era um cara ambicioso. Mas a sua ambição era, acima de tudo, por fazer bem feito. Em seu retorno à Apple, em 1997, cortou diversos produtos do portfólio da empresa com o objetivo de concentrar todos os esforços em poucos e incríveis aparelhos. Para ele, o que mais importava era a qualidade. Como consequência indireta, a Apple se tornou a marca mais valiosa do mundo.

Isso se chama propósito. Por exemplo: se tenho uma marca de roupas, posso querer vender o maior número possível de peças, ao menor preço que conseguir produzi-las. Ou posso querer fazer uma roupa de qualidade, que dure muito mais e, por consequência, agrida menos o meio ambiente e economize o dinheiro e o tempo do meu cliente. Posso ter um restaurante com o propósito de vender muito, mesmo sem abrir mão da qualidade. Porém, também posso ter como objetivo, acima de tudo, fazer com que as pessoas se alimentem melhor e, com isso, ter entre meus fornecedores uma cooperativa de produtores orgânicos.

Eu, particularmente, sinto-me atraído pelas segundas opções acima citadas. Gosto disso porque esse é o meu propósito. Como profissional, não quero somente ganhar meu salário. Quero fazer bem feito e ser pago também com a alegria de ter ido além ou de ter a liberdade de buscar o melhor.

Como um observador que consome e como um profissional que estuda e trabalha com e para as marcas, vejo um novo, porém crescente, mercado para empresas que tenham essa visão de mundo mais responsável, em que produzir menos e com mais qualidade não é uma burrice econômica. É sim um moderno e promissor posicionamento de marca.

Deixe uma resposta

VOLTAR