BBB: AME OU ODEIE. OU NÃO.

22 de janeiro de 2015

por
Planejamento na Seven Comunicação Total

Terça-feira. 20 de janeiro. Início da 15ª edição do Big Brother Brasil.
Junto com ela, uma enxurrada de opiniões.

Parem de assistir a esse lixo cultural, vá ler um livro. Esse BBB vai ser ótimo, não vou perder nada. Os extremos tornam-se evidentes.

A batalha se inicia. Desnecessária, é claro. O mundo é plural. As pessoas também. Duvido que você se alimente de conteúdo instrutivo e educativo em 100% do seu tempo. Todo mundo precisa de entretenimento. Ou você não ouve música? Só podcasts, e daqueles bem cult.

O Big Brother Brasil é a realidade do país escancarada pra todo mundo ver. É o culto ao corpo, é a fofoca, a amizade, a carência, o alto astral, a emoção e a comoção. É a mudança dos indivíduos conforme o grupo e a situação de convívio.

“É quase uma vingança freudiana: na vida real, não temos como pedir para um primo ou para a sogra que eles saiam de casa, já no BBB é possível dizer. É um programa importante para termos ideia das nossas limitações e pequenezas. Ao assistir ao reality show, exercitamos nosso lado sádico, nossa inveja e nosso ciúme, assim como nosso lado masoquista.” Fabrício Carpinejar – Jornalista

Ninguém se torna ignorante por assistir ao BBB ou a qualquer programa do gênero.

Às vezes eu quero ler um livro, assistir NatGeo ou Discovery.  Outras vezes eu só quero um pouco de entretenimento sem esforço mental. Aposto que você já se pegou cantarolando a música pop da moda, já mandou ou recebeu piada escrota no WhatsApp.  E isso não o torna menos inteligente.

Podemos assistir ao BBB e Discovery. Ouvir MC Guimé e Bjork. Ler livros e besteiras no WhatsApp. O importante é transitar pela diversidade dos universos. Entender, interpretar e reinterpretá-los da nossa forma. É daí que sai a evolução. E isso sim nos fará pessoas melhores.

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