A ERA DA COMPLEXIDADE

4 de março de 2015

por
Planejamento na Seven Comunicação Total

O mundo está muito complexo. Esse é o título desse belo texto que li  essa semana.

Ele se propõe a explicar essa nossa sensação de angústia, de sermos reféns da velocidade em que as coisas acontecem.

“A vida está complicada demais. É muita senha para decorar, muita lei para seguir, muita conta para pagar. É muito trânsito. Muito carro na rua, disputando espaço com caminhão de lixo, e é também muito lixo na calçada à espera de alguém que o recolha. É muito risco, muito crime, muita insegurança.”

São muitas mídias, diversidade de pessoas, muitos dados, muitas possibilidades. Essa angústia chega também na estrutura das agências. O mundo, e o trabalho de comunicação estão cada vez mais complexos.

E o texto do explica o que é complexidade: o número de coisas conectadas umas às outras.

Como exposto ainda pela Super e pelo físico Yanner Bar-Yam, a solução para lidar com sistemas complexos é agir em duas frentes: a escala e a complexidade. Um precisando do outro.

A escala é produção em série. Eu faço o meu e passo para frente. Isso garante volume. E, segundo Bar-Yam, o único jeito de lidar com sistemas complexos é criando estruturas de controle complexas: redes de gente com autonomia de identificar e resolver problemas.

Talvez devêssemos transformar as empresas (e agências) em estruturas complexas. Acabar com o fluxo Atendimento > Planejamento > Criação > Mídia > Produção. Derrubar as paredes de verdade, não no discurso.
Unir pessoas para resolver problemas.

Chega de pensar o seu e passar para frente. Vamos pensar juntos. Menos reuniões e mais conversa. Um bom exemplo desse sistema é a Forsman e Bodenfors, responsável por trabalhos como The Epic Split e 805 Million Names, com o Ibrahimovic.

Vale a pena ler também: Creative Culture Forsman & Bodenfors.

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